Ingestão dietética e nível de atividade física como preditores de mudanças no peso e no índice de massa corporal de universitários
DOI:
https://doi.org/10.12873/411leilaPalavras-chave:
Universitários. Consumo Alimentar.Atividade Física.Ganho de PesoResumo
Objetivo: O objetivo do presente trabalho foi investigar a ingestão dietética e o nível de atividade física como preditores de mudanças no peso e no índice de massa corporal (IMC) de estudantes de uma universidade pública do Nordeste do Brasil.
Métodos: Tratou-se de uma coorte, onde 138 estudantes foram avaliados ao início do curso e após 1 ano de vida acadêmica. Foram coletados o peso corporal e a altura, dados sobre o nível de atividade física e sobre o consumo alimentar. O modelo conceitual também considerou variáveis sociodemográficas, comportamentais, de composição corporal e distribuição de gordura corporal.
Resultados: A amostra foi 76,1% do sexo feminino, com média de idade de 19,7 ± 3,3 anos no baseline. Ao final do seguimento, 50,7% dos universitários ganharam mais de 0,5Kg de peso, dentre esses, a média de ganho de peso foi 2,87 ± 2,01kg. Nos estudantes que no baseline apresentavam consumo ≤ a uma vez por semana de salada crua e ≤ a uma vez ao dia de frutas e legumes cozidos, a chance de ganho em peso foi de 3,06; 2,57 e 2,49 respectivamente. Houve uma correlação negativa entre a variação anual no peso e a variação no consumo de frutas, salada crua e legumes cozidos. Por outro lado, houve uma correlação positiva com o consumo de embutidos, salgados e doces. Comportamento similar foi observado com a variação no índice de massa corporal (IMC).
Conclusão: Não foi identificado influência da prática de atividade física sobre o ganho de peso. No entanto, o padrão alimentar no baseline e o praticado durante o ano de ingresso na universidade exerceu influência sobre o peso e o IMC dos universitários
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